Aceleração comercial

Como funciona um acelerador comercial por dentro, na prática do dia a dia

Muita gente me pergunta como é, na prática, um mês de trabalho dentro de uma aceleração comercial. Vou contar sem enfeite, porque acho que isso ajuda a entender melhor do que qualquer slide institucional.

Na primeira semana, eu não mexo em nada. Só observo. Escuto ligação, leio conversa de WhatsApp, sento do lado do vendedor, converso com quem atende e com quem fecha. O objetivo é enxergar o funil real: de onde vêm os contatos, quantos entram, em qual etapa a maioria trava e por quê. Isso quase sempre revela um gargalo diferente do que o dono da empresa imaginava — às vezes é o discurso, às vezes é o tempo de resposta, às vezes é simplesmente falta de follow-up.

Na sequência vem o playbook: um documento vivo (não uma "bíblia" engessada) com o discurso de abertura, as objeções mais comuns e como respondê-las, e o próximo passo esperado em cada etapa da conversa. O time testa, eu ajusto, testa de novo. Junto com isso entra a estrutura de sales ops — meta por vendedor, comissão que faça sentido pro papel de cada um, rotina de reunião curta e objetiva pra acompanhar número, não desculpa.

Dali em diante é rotina: revisão semanal do funil, ajuste fino de abordagem, atenção em quem está travando e por quê. Não tem mágica nem fórmula secreta — tem disciplina de olhar o número toda semana e não deixar passar mês sem intervenção. Empresas de segmentos bem diferentes entre si — desde prestadoras de serviço técnico até quem vende produto físico com ciclo de venda mais longo — respondem bem a essa mesma lógica, porque o problema quase nunca é o produto. É o processo em volta dele.

Quer ver esse processo aplicado no seu comercial?

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