Por que sua equipe vende no improviso (e como parar)
Toda vez que eu entro numa empresa pela primeira vez, faço a mesma pergunta pro dono: "se o seu melhor vendedor sair amanhã, o time consegue manter o resultado?" Na maioria das vezes a resposta é não. E o motivo nunca é falta de esforço — é falta de processo.
Improviso comercial tem uma cara bem específica. É o vendedor que atende cada lead de um jeito diferente, dependendo do humor do dia. É a empresa que não sabe dizer, com números, quantos contatos viram proposta e quantas propostas viram venda. É o gestor que só descobre que o mês foi ruim no dia 30, porque ninguém acompanha nada durante o caminho.
Eu vi isso de perto trabalhando com um provedor de internet que crescia rápido em conexões, mas vendia cada plano de um jeito diferente dependendo de quem atendia. PAP, indicação, migração forçada, upgrade — cada frente com um discurso solto, sem script, sem meta clara por vendedor. Resultado: crescia em base, mas não sabia por que crescia, e não conseguia repetir o que dava certo.
O primeiro passo pra sair do improviso não é contratar mais gente nem gastar em anúncio. É diagnóstico: mapear o funil real (não o que você acha que é, o que realmente acontece), descobrir onde a venda trava e documentar o que o time top performer já faz de diferente. Depois disso vem o playbook — o discurso, a objeção, o próximo passo, tudo escrito, testável e replicável.
Empresa que estrutura isso não fica refém de um vendedor "bom de lábia". Ela vende com método, e método se ensina, se mede e se melhora. Improviso, não.